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Projeto de Neuropsicologia - PRONEURO
 
1- Formação do grupo
     A neuropsicologia pode ser definida como o estudo da relação entre o cérebro    e o comportamento. É uma ciência recente que só em meados dos anos 80 ampliou seu campo de atuação para incluir as doenças psiquiátricas.
Apenas recentemente os estudiosos da esquizofrenia não têm mais dúvidas de que os problemas cognitivos são centrais no transtorno esquizofrênico, a ponto de serem caracterizados como sintomas desta patologia.
Foi então a partir dos resultados de inúmeras pesquisas desenvolvidas com pacientes com esquizofrenia a respeito das repercussões impactantes do quadro psicótico no funcionamento neurocognitivo, social, afetivo e ocupacional do indivíduo que foi criado no decorrer de 2004 o serviço de neuropsicologia no PROESQ. Inicialmente com a psicóloga Stella Malta defendido tese de mestrado sobre a presença de déficit executivo já no primeiro episódio psicótico e sua associação com o funcionamento social e ocupacional. Em 2004 chega ao ambulatório o psicólogo voluntário Hailton Hyagiu que alem de avaliações neuropsicológicas participa como observador do atendimento. No segundo semestre de 2004, sob a coordenação da psicóloga Stella Malta, é então implementado um dos trabalhos mais recentes do ambulatório, o Grupo de Neuropsicologia, com o intuito de pacientes do Proesq.
No segundo semestre de 2005 integra-se ao grupo a psicóloga voluntária
     Viviane Landis, no início de 2006 a psicóloga Célia Reis e em 2008 a     psicóloga Letícia Cintra, todas com o objetivo de conhecer melhor e estudar sobre a esquizofrenia e a neuropsicologia. Em 2007, com o grupo mais integrado, busca-se então a criação de um nome, para designar o trabalho deste grupo de neuropsicologia, que ainda não está fechado.
 
2- Trabalho do grupo no dia-a-dia do ambulatório
Estabeleceu-se como objetivos do Grupo de Neuropsicologia os seguintes pontos:
1- avaliar os aspectos cognitivos dos pacientes com esquizofrenia e auxiliar na discussão do encaminhamento dos projetos terapêuticos de cada paciente;
2- criar propostas terapêuticas, sejam elas individuais, sejam grupais, que auxiliem na recuperação do comprometimento neuropsicológico de cada paciente;
3- encaminhar propostas clínicas e de pesquisa com o intuito de verificar a relação existente entre cognição e inserção ocupacional com base em avaliações neuropsicológicas;
4- realizar pesquisas e formar profissionais que possam atuar na neuropsicologia da esquizofrenia.
 
 
Desde seu início, o grupo se reúne semanalmente para a discussão dos encaminhamentos da equipe, dos atendimentos realizados e para revisão e aperfeiçoamento do trabalho, seja clínico ou de pesquisa.
O Proesq é composto por uma equipe multidisciplinar e pensando num trabalho integrado onde se pudesse discutir os casos de forma interdisciplinar, foram organizadas as mini-equipes, formadas por profissionais representantes de cada área, estando portanto em cada uma das 4 mini-equipes, pelo menos um representante do grupo de neuropsicologia.
Nestas mini-equipes busca-se acompanhar o movimento dinâmico de todos os pacientes no programa, discutir a situação de cada um deles em todos as intervenções nas quais estejam inseridos ou possam ser encaminhados.
 É nas mini-equipes onde se faz uma discussão mais detalhada da situação do paciente e aparecem os aspectos relevantes que permitem a discussão com os profissionais a cerca da demanda para avaliação neuropsicológica e demais encaminhamentos advindos dela.
A Neuropsicologia gradativamente foi ganhando seu espaço nessas discussões, na medida em que a compreensão dos aspectos neuropsicológicos dos pacientes pôde auxiliar a equipe no manejo dos casos.
A participação da neuropsicologia naturalmente se estendeu às Reuniões Clínicas, momento este em que toda a equipe do ambulatório estaria reunida para a discussão de um paciente já visto em mini-equipe, e o olhar neuropsicológico sobre o caso consolidava sua importância.
 
3- Atividades específicas
Qualquer profissional do ambulatório pode encaminhar, via mini-equipe e com carta de encaminhamento, um paciente para a avaliação neuropsicológica. No entanto, para a efetivação desta, alguns aspectos devem ser avaliados anteriormente, como a estabilização da medicação e realização da PANSS.
As atividades específicas do trabalho da neuropsicologia se voltam a realizar entrevistas e avaliações individuais através de uma bateria de testes padrão, que avaliará as funções cognitivas como a atenção, memória, linguagem e executivas, acrescida de testes específicos de acordo com a necessidade de cada paciente.
A avaliação abrange as áreas intelectual, vocacional, cognitiva e emocional.
Num segundo momento, após a discussão do caso em supervisão específica, é realizada a devolutiva para o paciente e familiares.